Aprendi a fingir um sorriso. Aprendi a disfarçar o meu choro. Aprendi a levantar os mais próximos. Aprendi a levar com os meus problemas e fazer dos problemas dos outros os meus [...] não aprendi tudo sozinha mas bati com a minha cabeça várias vezes: umas vezes na parede, outras vezes no chão [...] quando caía, tinha pessoas do meu lado que me davam a mão e ajudavam, outras me empurravam mais, e outras ignoravam. Aprendi [...]
Fingi ser quem não sou, e aprendi a ser o que fazem de mim [...] faço das vossas atitudes para comigo, as minhas atitudes para com vocês [...] ages mal comigo? Eu sou um reflexo para toda a gente, como igual irei agir mal contigo!
«És tão forte!» Já ouvi isto tantas e tantas vezes [...] e continuo pensando na minha cabeça «se na verdade a aparência fosse tudo [...] »
Eu, apenas me sustento aos empurrões de quem me quer ver no chão, todavia, sem se aperceberem, em todos os outros casos eu sei fingir todo este sorriso e rosto escondido de maquiagem.
Posso não ser essa menina bonita que não chora, mas sou mulher de dizer « Fodasse, eu choro, mas sei erguer-me!»
Caí muitas vezes, afundei milhares delas [...] mas fica aqui uma certeza: eu nunca ficarei no fundo, o meu fingimento destrói muita gente que me espera ver com o meu rímel borratando o meu rosto [...] Então senta-te, porque de pé muita gente se vai cansar de esperar de me ver no chão.
