domingo, 18 de novembro de 2012
Mata-me agora.
Quero que sejas tu a matar-me, de vez [...] não tentes matar-me aos poucos e poucos, isso é mais doloroso que qualquer metal a passar-me as veias [...] fui forte até hoje, desmoronei o meu castelo, afinal ele era feito de areia e não de ferro como previa [...] onde está esse meu carácter forte que toda a gente elogia? onde está o meu sorriso? [...] perdi a minha máscara de menina feliz, ela caiu ao mar e agora toda a gente irá ver quem na verdade, eu sou [...] e agora toda a gente me vai olhar, toda a gente vai ver que não sou forte [...] na verdade, eu fingi sê-lo, fingi saber sorrir mesmo com os problemas a rodear-me [...] perdi o brilho do diamante, a mascara que me tapava o rosto de lágrimas, perdi as lentes que faziam com que toda a gente pensasse que estava bem olhando nos meus olhos [...] a coroa caiu e se partiu [...] minhas asas foram embora sem mim, a força de um leão [...] se foi. Peço-te, mata-me agora, não percas mais tempo, não me faças sofrer mais[...] eu dei-te tudo e fiquei sem nada, só te queria ver bem [...] agora que eu estou fraca, aproveita para secar as minhas veias feridas, as minhas lágrimas derramadas, o meu rímel de menina bonita [...] ouve-me, eu chamei por ti durante estes meses todos e tu foste embora e ainda hoje não entendo o porquê de ires sem mim [...] sinto que a minha pele está seca, a minha força desgasta e agora é hora de ir [...] vou esperar que sejas tu a matar-me e escrever todos os dias cada gota derramada por ti. Mata-me por esta fraqueza, mata-me pelos meus erros, mata-me, mata-me agora, mata-me apenas [...] apenas mata-me [...]
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