Aprendi a fingir um sorriso. Aprendi a disfarçar o meu choro. Aprendi a levantar os mais próximos. Aprendi a levar com os meus problemas e fazer dos problemas dos outros os meus [...] não aprendi tudo sozinha mas bati com a minha cabeça várias vezes: umas vezes na parede, outras vezes no chão [...] quando caía, tinha pessoas do meu lado que me davam a mão e ajudavam, outras me empurravam mais, e outras ignoravam. Aprendi [...]
Fingi ser quem não sou, e aprendi a ser o que fazem de mim [...] faço das vossas atitudes para comigo, as minhas atitudes para com vocês [...] ages mal comigo? Eu sou um reflexo para toda a gente, como igual irei agir mal contigo!
«És tão forte!» Já ouvi isto tantas e tantas vezes [...] e continuo pensando na minha cabeça «se na verdade a aparência fosse tudo [...] »
Eu, apenas me sustento aos empurrões de quem me quer ver no chão, todavia, sem se aperceberem, em todos os outros casos eu sei fingir todo este sorriso e rosto escondido de maquiagem.
Posso não ser essa menina bonita que não chora, mas sou mulher de dizer « Fodasse, eu choro, mas sei erguer-me!»
Caí muitas vezes, afundei milhares delas [...] mas fica aqui uma certeza: eu nunca ficarei no fundo, o meu fingimento destrói muita gente que me espera ver com o meu rímel borratando o meu rosto [...] Então senta-te, porque de pé muita gente se vai cansar de esperar de me ver no chão.
Ouço esse piano, ouço essa tua voz com melodia avante [...] fico cega quando me beijas, fico sem reação quando me tocas, sem veres, sem sentires, eu sou tua [...] não dás por isso, não dás atenção ao que escrevo [...] isto tudo são frases que me saem da alma, algumas delas sem sentido. Será que perdi a capacidade de escrever? Já não sou eu [...] parece que morri nesse sonho, e na verdade [...] não acordei. Essas reticências todas são os meus suspiros [...] imagina só todos esses respiros fortes sem qualquer explicação.
Bem, vou escrever [...] agora vou escrever mesmo de verdade aquilo que eu queria ao inicio [...] mas eu não sei [...] as lágrimas estão a escorrer pelo meu rosto. Porquê?
Sou fraca para admitir que estou a errar, estou a ser fraca por chorar, serei fraca por desistir. Hoje posso dizer que sou um anjo para ela, amanhã serei sua mulher. Apaixonei-me de uma maneira tão louca que me sinto fraca por dar Tudo. Estou sem nada... Imagina só [...] eu dei tudo até a minha alma. Será que ela sabe disso? Não sabe. Será que ela sabe o quão valor tem a 'alma'? Não.
Ela não faz ideia do dia de amanhã, o dia que pode tornar-se noite logo de manhã [...] o dia em que posso desaparecer. Perguntei-lhe « e se desaparecer? » ela diz que se torna num anjo lá em cima para ficar perto de mim [...] mas será que ela sabe que estou a falar a sério? Não.
Prometi ser-lhe um anjo, prometi cuidar dela [...] eu não vou estar cá, eu vou para longe, e ela, ainda nem sequer se apercebeu [...] a minha promessa vai ser cumprida até ao fim, só tenho saudades de uma coisa: Ao estar assim tão longe, não vou poder abraça-la.
Ela virou mulher dos meus olhos, ela virou minha vida como se a vida dela dependesse da minha. Queria que ela soubesse antes de tudo, que eu , Angelina Teixeira, irei vê-la adormecer todos os dias sem ela se aperceber. Eu entrarei no corpo da outra pessoa que ela se apaixonar. Se eu não estarei aqui de corpo, estarei aqui de alma. Vaguear de mão dada a ela, beija-la intensamente e ela apenas sentir esse vento. Tenho tanto medo. Não imaginas.
Perdi todas as pessoas que me eram a força necessária para continuar, agora eu não a quero perder a ela. Amo-a com todas essas forças da minha rica alma [...] apenas isto chegou de hoje. É medo, e não tem outro nome [...] acabarei com reticência [...]