Vossos Olhos

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Faz parte [...]

Faz parte [...]
ATENÇÃO: Quem quiser retirar alguns textos ou frases por favor usar " [aspas]. Os textos são da minha autoria respeitem esse meu pedido.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Suportarias o meu silêncio?

É uma questão difícil de responder, não é?
Tu que estas longe de mim, é não é?
Eu diria que sim !
Já não há sentido, já não tem coesão então eu calo-me [...] calei. Agora. Não percebes.
[...] [...] [...]
Hoje olhei para o meu passado, novamente, e senti o meu corpo tão estranho que vi as minhas pernas a tremer, sem perceber, e fiquei com medo [...] revi vezes e vezes histórias que só se vêem em filmes e no final de rever, chorei ! Sou mesmo fraca afinal, dizem que quem olha o seu passado que sorriem sempre de felicidade de conseguirem ultrapassar a, b , c, d de etapas [...] eu também consegui, mas ao rever senti a dor delas. Ou é porque estou numa delas, 'novamente'.
Eu calo-me.
Não me posso esquecer que tenho de erguer sempre a cabeça, erguer sempre o meu corpo: foi o que te ensinei desde o primeiro dia. Não me refiro a ti como pessoa importante porque ninguém nesta vida vale mais que [...] vou para casa.
Entrei em casa, esses pensamento foram-se!
É difícil entender, não é?
Tu que não estas a entender, é não é?
Eu diria que sim !
Já não faz sentido nada de nada.
Eu calo-me !
E se eu me calasse para sempre? Se me fosse embora, sem deixar rasto... Se eu desaparecesse? Gostava de passar por ti como alma penada vendo tu sofrer !
Sou sincera, gostava de ver o que aconteceria, o que farias, o que dizias, onde estavas [...] não posso ver isso. Não posso ver nada mais nada menos que eu própria... Sim, no espelho, eu própria e mesmo assim, não vejo nada, não vejo mais eu, não me vejo mais Eu ! Não vejo.
Não conheço quem eu sou, não conheço quem me tornei, não conheço quem escreve isto, e por falar em escrever isto, vou deixar que o meu silêncio acabe isto por mim porque eu já não sou capaz, fica com ele, fica e suporta-o nas tuas mãos, porque acaba aqui, porque o meu silêncio acabou de começar esta frase ,


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Liberdade condicionada


 Já não vou falar de amor... O assunto mudou relativamente a mim e só a mim. 
 Acordo e vejo o sol a bater na janela mas já não é o mesmo Sol que via antes, este Sol é preso.
 Vejo a minha família mas parece tudo revoltado, já não são os mesmo, são longe perante os meus olhos. Volto a pôr um passo fora dessa porta e vejo alguns olhos por cima de mim, já não é o mesmo, agora estou presa ! Presa até aos meus pensamentos e só quero sair daqui [...] na verdade, eu desejo isso mais que nunca. Será que não posso ser eu? Vejo meninas de 14 anos ou até menos, terem os seus próprios pensamentos sem condições, algumas delas claro, sem quais queres saberes de vida e andam por aí sem saber viver e saber o real da vida, mas tudo bem, vês mal nisso? Pois, eu também não. Nunca saberão o quão bom é a vida no meu lugar, nunca saberão o bom que é [...] mas também sei mentir! Agora que me apercebo, consigo ouvir as teclas onde carrego para escrever isto e sabes o que vejo ? Liberdade na escrita sem condições. Mas porquê? Eu só queria que tudo isto desaparecesse e não sei qual o motivo de estar tão angustiada ... Um dia corro nesse campo verdejante de flores de todas as cores mas para agora é melhor não [...] porque se tentar, eu sou morta... eu sou morta por eles todos. Deixai-me seguir, deixa-me viver e respirar sem este medo, por favor [...] Quero que estes olhos todos desapareçam de cima de mim, quero ser uma Mulher como todas elas e falo em 'Mulher', porque é o que eu sou. Eu só quero sair daqui e deixar-me disto. Quero dar o meu maior passo de sempre: Respirar livremente ao som da minha própria cabeça. Por favor, deixai-me ir...


segunda-feira, 18 de março de 2013

« Voar com as minhas asas de ferro »

 Queria reportar esse problema ou dilema que tanto me rodeia em torno destes dias. Será que um dia irei voar mesmo? Será que um dia vão aceitar o que não aceitam na igreja?
 Eu criei na minha cabeça um amor incondicional, uma vida interminável, uma família formada de união, e um apoio inexplicável. Dei tudo a uma só pessoa, formei o meu respirar em torno dela, aprendi em forma da mesma e agora eu não consigo ir embora. Tenho entre as minhas mão o mais belo sentimento já visto. Tenho em mente o retrato do seu corpo quente e repousado no meu em breves segundo [...] em profundo amor intenso e sem fôlego. Fico sem forças [...] És um vício pior que droga, és o meu vício pior que toda a minha droga. É bom tomar essa ''droga'' sendo que tu és o cálice e a principal a que se toma.
 Quero voltar dias antes, quero mergulhar outra vez nesse céu fundo e profundo sem terra nem mar, onde posso amar e agarrar. Marquei-te como mulher, marquei-te na minha vida, marquei-te como tal, a mulher da minha vida. Escrevi no meu corpo como asas, as que posso preferir das mais belas e difíceis de alcançar. Tu serás aquela a que um dia posso chamar de Bela Arte Minha Doce Vida. Desse teu toque tão lindo e perfeito, não haverá outro igual que me exite tanto como esse beijo louco que toda a gente olha. És de ferro Rainha. És diferente. 

 Tu pegas em mim com um prazer com garra, tu ouves-me e respiras fundo para acalmares essas células.
 Então eu vou declarar que tudo isto que escrevi seja apagado e dito de novo. Que seja apagado e vivido de novo. Venha a nova e bela noite que deus dará a nosso rico dia de sol. Venha todo esse amor envolvente de ti, não quero mais nada senão tu, não quero mais nada senão a ti. Vou adormecer a viver novamente essa noite louca. E mais? Mais eu não quero dizer, mais eu não quero ditar! Quero descobrir quem és tu realmente: loucura sem jeito! Acabarei com reticência [...]





sábado, 16 de março de 2013

A Luzinha fugiu [...] e a motivação foi junto

Não vou referir qual quer tipo de pensamento nas palavras que agora vou criar. Vou apenas transmitir [...] Ou talvez não sei bem. Não me vem nada a cabeça.
 Consegues ajudar-me? Estou um pouco confusa [...] estou farta de escrever e apagar. Hoje não consigo estar um pouco motivada. Tenho muitas coisas na cabeça, consigo pensar, e novamente pensar no que vou pensar a seguir ao que estava a pensar [...]

 Posso falar noutro assunto? Bem, tirando essa parte de estar confusa e nem saber onde começar, veio-me uma lembrança da luz de ontem há noite [...] foi como se ela fosse o meu anjo da guarda e estivesse ali sempre. O melhor de tudo isto, desta confusão de pensamentos [...] eu consegui sentir cada pedaço do seu batimento do seu pequeno e Grande coração de humildade e ouvir «era eu morrer assim! Se morresse aqui, morreria feliz [...]»

E pronto. Como hoje não consigo arranjar tema fixo fica aqui um pouco do meu pensamento desarrumado [...]



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Não existe Terceiros.


Falar de sinceridade para ti é um subsolo

Só é traição e de andar de menina ao colo.
És vaquinha da zona mas disso eu não preciso
Com essas apostas só mostras que és de tesão e mijo.
Fizeste de gente ingenua mas sou indigesta
Confundiste a pessoa errada com sentimento de festa
Se falas fala na cara não tenho medo de ficar no chão

Tens pessoal que te fode eu tenho pessoal que me dê a mão.

Vai la com a miúda para a zona, trabalha e faz

Caga , baza [...] deixa é a Minha Mulher em paz !

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Como uma estrela [...]

 Já andei nas estrelas contigo, já caminhei com o som do vento e com o toque do teu sorriso [...] afinal a tua doença agravou-se com o tempo e ninguém dava conta, mas os teus olhos a cada dia que passava ficavam mais pesados e mais cansados e mesmo dentro daquele hospital pediste a uma filha tua « leva-me quero morrer em casa » e assim foi [...] vieste para casa e logo de manha os teus olhos fecharam e causaste o caos  dentro do teu castelo. Sabes ? Logo a esse tempo, eu estava em aulas e deu-me um aperto no peito e senti que algo estava mal [...] meus olhos encheram-se de lágrimas por sentir tal coisa, logo em seguida liguei à minha mãe perguntando se estava tudo bem e a resposta dela foi « acalma-te primeiro, o que te vou dizer não é fácil mas é o que estávamos à espera [...]» desliguei o telemóvel, arrumei e saí da sala.
 Só queria estar sozinha, fui para beira do rio, fechei os meus olhos e meditei ao som da música da minha alma [...] cheguei a casa, minha mãe, já vestida de negro como os meus irmão « vens ou ficas? vamos ver como está a tua avó » eu fiquei em casa, deitada na minha cama sem querer acreditar [...]
 Bem, o dia seguinte tinha chegado, e tinha mesmo de ir lá, era o dia do funeral [...] entrei na sua casa e vi toda a gente com os olhos carregados de tristeza [...] a correrem de lado para lado sem sentido, sem explicação. Meu avô, estava na sala talvez na urna não sei mas dentro da minha cabeça eu pensava que estava no seu quarto e procuro a minha mãe perguntando às minhas tias e elas « está na sala» e fui para a sala muito descontraída sem pensar no que poderia ver [...] o que não queria. De mãos interlaçadas e junto ao seu peito de gravata e casaquinho preto [...] seus olhos fechados, a pele pálida e frágil, não via o seu coração a bater... e fiquei em choque por minutos, sentei-me e ouvi a minha mãe « dá um beijo ao teu avô» eu nem olhei para ela, fixei na sua pele tão delicada e tão branquinha [...] fiquei apenas eu e a minha avó na sala, ela chorando e eu ainda fixada em todos os pormenores daquela urna tão bem decorada e requintada [...] ganhei coragem e peguei na sua mão, senti-a fria como se fosse neve de outro mundo, não senti o seu coração a bater, não senti qualquer movimento dentro do seu corpo [...] e senti um frio a passar-me pela minha mão correndo o corpo todo e arrepiando a minha pele [...] de momento olho para a porta e vejo o meu pai encostado olhando para o meu avô e deslarguei a sua mão e porquê?! [...] porque vi as lágrimas a escorrerem a cara do meu pai com tanta força que fiquei sem respirar [...] eu nem consegui pensar naquele momento. Caiu tudo naquele instante da lágrima escorrer pelo rosto do meu pai [...] pois nunca o vi chorar [...] e olhei para baixo e reparei que em roda da urna tinha dezenas de coroas, flores, velas [...] tudo de tudo, mas em muita quantidade [...] e logo em seguida vim para fora da casa e sentei-me num baloiço que era como um sofá onde o meu avô adorava sentar-se [...] e tinha pétalas de rosa vermelha e branca na sua entrada e velas a percorrer o espaço do pátio [...] vi pessoas e pessoas a entrarem naquela sala para o ver, afinal o meu avô era o Rei daquela terra, presidente durante 24 anos seguidos a comandar todo esse território, conhecendo milhares de pessoas de milhares de lugares [...] foi realmente impressionante o quão bom o meu avô tinha sido para aquela população [...]
 [...] A hora chegou. Hora de levarem a urna para o cemitério, e fui para dentro da casa e disse « Mãe, desculpa mas eu não consigo ir [...] » ela respeitou e foi embora. Eu fiquei na sala de estar, não na que o meu avô estava, mas sim noutra. Fiquei sozinha no seu castelo e sentia-me só independentemente de estar com uma prima minha da minha idade ao meu lado [...] não conseguia estar dentro daquela casa e fomos para o baloiço cá fora. «Eu ainda não estou em mim» disse a minha prima e eu nem respondi. Esperei até que a minha Mãe chegasse e fiquei ali quietinha sentada no lugar dele [...] olhava em torno da casa, lembrava-me dos momentos: das férias de verão quando eu ia lá e chamava-lhe de Pai; quando ele me dava beijinhos; quando ele dizia « estas bem filhota? eu quero-te bem. sabes que gosto muito de ti» [...] bem, o tempo passou a voar e começam a chegar todos com o cheiro de alma pesada e tristemente vazia. Eu só queria fugir dali. Só ouvia falarem do funeral «estava lá tanta gente que as pessoas até ficavam cá fora da porta do cemitério; pessoas de todos os lugares; pessoas de longe vieram para sua honra [...]» etc etc. E eu fiquei todo o tempo cá fora até o meu pai dizer « vamos para casa, por hoje já chega e temos de descansar todos nós». Ao ir para dentro do carro a minha avô chama-me com o rosto molhado das suas lágrimas, aperta-me a mão e diz « Deus vai ajudar-te». Entrei para o carro e a caminho de casa meu pai liga a rádio e deu uma música que me identificava com o que tinha acontecido. Essa música desde esse dia, 10 de Março de 2011, que me toca sempre que a ouço [ Ivete Sangalo- Quando a chuva passar]. Estava com a cabeça encostada no vidro a ouvir e dou por mim sentindo a letra tão aprofundada no meu choro que quando cheguei a casa deitei na cama e agarrei-me à almofada como se fosse a minha força [...] mas pensei « Será real? Foi o meu chamado Pai que foi para longe, foi a minha força foi [...]» e adormeci de tanto choro e de tanta angústia [...] O tempo passou e ficou marcado como a minha estrelinha lá em cima, que brilha, que sorri, que me dá força. Meu Pai de brincadeira está ali a olhar para mim, a cuidar de mim [...]
 Hoje, ele é o meu orgulho, ele foi tudo o que me segurou, e ele será Tudo o que me fortalecerá de agora em diante. Será o meu rei sempre, o rei daquele castelo. O meu orgulho será ele: Inácio Teixeira.


[ informações sobre Inácio: http://boelhe.blogs.sapo.pt/2011/03/10/ ]